sábado, 3 de dezembro de 2011

O que você precisa saber antes de fazer seu piercing ou tatuagem?

Embora tatuagens e piercings sejam relativamente recentes em nossa cultura, pintar e perfurar o próprio corpo são hábitos milenares em culturas indígenas.

Usados geralmente como adorno, piercings e tatuagens hoje tornaram-se moda entre adolescentes, e podem ser encontrados enfeitando praticamente qualquer parte do corpo, até mesmo as mais inusitadas. Mas em alguns casos, essa vaidade pode transformar-se em dor de cabeça.

Pensando em orientar as pessoas sobre estes riscos, o programa Ligado em Saúde, do Canal Saúde, produziu um programa especial sobre piercings e tatuagens, com depoimentos e entrevistas bastante interessantes.

O programa foi apresentado pela jornalista Marcela Morato, e tem minha participação no segundo bloco como entrevistado. O programa está bem interessane - assista no link abaixo e confira:


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Surto de Escherichia coli faz vítimas na Europa, mas boa parte da prevenção pode estar em nossas mãos

No início deste mês, autoridades alemãs notificaram casos graves de infecção por uma bactéria denominada Escherichia coli, cuja fonte de infecção especulava-se ter sido os pepinos importados da Espanha. Todavia, pesquisas específicas mostraram que a origem não era os pepinos espanhóis, o que chegou a gerar um certo desconforto diplomático entre os dois governos.

Até o momento foram confirmadas pelo menos 30 mortes pela bactéria, que segundo a OMS pertence a uma variedade (cepa) até então desconhecida, provavelmente proveniente da mutação entre duas outras cepas patogênicas, gerando uma forma híbrida nova com grande potencial para letalidade.

Por outro lado, bactérias da espécie Escherichia coli são muito comuns. Pertencem a um grupo de bactérias que denominamos coliformes fecais, e são facilmente encontradas no intestino de homens e animais. Assim, a transmissão geralmente acontece pelo consumo de água ou alimentos contaminados com coliformes fecais, principalmente aqueles alimentos que são consumidos crus ou com casca.

As infecções por Escherichia coli são geralmente assintomáticas, mas há cepas que podem provocar quadros de toxinfecção alimentar de graus variáveis, podendo levar desde quadros de diarréia leve e auto-limitada até quadros graves de infecção generalizada e morte, que estão geralmente relacionados às cepas enterohemorrágicas de Escherichia coli. As cepas enterohemorrágicas são consideradas o grupo mais letal, do qual pertence a nova variante descrita no surto europeu.

Felizmente, esta nova cepa ainda não foi identificada no Brasil, e os casos de infecção por Escherichia coli enterohemorrágica são de certa forma raros no em nosso país. Entretanto, com o encurtamento das distâncias oferecido pela facilidade de acesso aos transportes aéreos e viagens internacionais cada vez mais frequentes, não se descarta a possibilidade de que esta nova cepa chegue ao Brasil. Por outro lado, não sabemos ainda como a nova Escherichia coli se comportaria em competição natural com os demais coliformes fecais encontrados em nossa água. Não sabemos que dimensão ela tomaria, nem se seria rejeitada pela natureza por mecanismos de seleção natural.

Portanto, não há motivo para pânico, mas podemos fazer nossa parte na prevenção desta doença. Para isso, basta ficarmos atentos a alguns cuidados básicos:
  1. Lavar meticulosamente as mãos antes do preparo ou consumo de alimentos;
  2. Lavar as verduras, frutas e legumes com detergente e água corrente;
  3. Preferir o consumo das verduras e legumes cozidos ao invés de consumi-los crus;
  4. Preferir descascar as frutas antes de consumi-las;
  5. Quando não for possível o cozimento, deixar as frutas, verduras e legumes de molho em solução de hipoclorito de sódio. O hipoclorito de sódio é geralmente vendido em forma de pastilhas ou frasco conta-gotas e pode ser adquirido nas farmácias ou mercados. Tempo de molho e modo de preparo dependem da apresentação do produto e devem ser informados em seu rótulo.  Não se esqueça de enxaguar bem os alimentos com água corrente depois do molho;
  6. Usar apenas água potável para consumo e preparo de alimentos.
OBS.: Concedi uma entrevista sobre o surto de Escherichia coli ao Programa Revista Jovem, da Rádio Catedral FM (106,7 MHz no Rio de Janeiro). O programa foi ao ar no último sábado, mas estará disponível no site do programa até o dia 26/06/2011 no link a seguir:

Thiago L. Mamede
CRM 5275445-5

quinta-feira, 31 de março de 2011

A Ameaça 3D: doenças podem ser transmitidas pelo compartilhamento dos óculos 3D em cinemas

Recursos visuais em 3D cada vez mais realistas são a nova promessa das tecnologias multimídia.

De início, parecia mais um modismo transitório como já ocorrera em outras ocasiões nas décadas de 80 e 90, mas desta vez parece que a moda é mesmo uma tendência que chegou pra ficar. Televisores, filmes, videogames, transmissão do desfile de carnaval e até a promessa de transmissão dos jogos da Copa de 2014 em 3D. A tecnologia realmente nos surpreendeu com a capacidade de reproduzir imagens em 3D de alta definição em tempo real, mas por outro lado, ainda não foi capaz de nos livrar daqueles malditos óculos de visão 3D.

Apesar de todo o avanço tecnológico, não há qualquer perspectiva de que as imagens sejam reproduzidas sem os óculos, e ao contrário, estudam-se formas de centralizar toda a recepção de imagem nesses óculos, sem a necessidade do televisor, por exemplo.

Para os mais aficionados por tecnologia, esta perspectiva pode até parecer interessante, mas vejo esses óculos como algo com o que me preocupar. Além de serem incômodos para algumas pessoas, principalmente aquelas que já usam óculos para correção visual, seu compartilhamento oferece alguns riscos.

Outro dia fui a uma dessas sessões de cinema 3D, em um dos Shoppings mais movimentados do Rio de Janeiro. Na porta da sala havia um funcionário que, com uma luva plástica descartável, retirava os óculos amontoados dentro de uma caixa e os entregava diretamente aos clientes. Pelo uso da luva, imaginei que os óculos passassem por algum processo de desinfecção, todavia, ao colocá-los, percebi que as lentes estavam engorduradas e sujas (imagem abaixo).

Reclamando, devolvi os óculos ao funcionário, que me garantiu que eram limpos antes da sessão, mas os colocou de volta na mesma caixa e entregou-me um outro par. Curiosamente, o novo par de óculos estava ainda mais sujo que o primeiro! 

O jeito foi assistir ao filme sem eles, e por sorte (ou azar) não perdi muita coisa do filme, pois era tão fraco que quase não tinha efeitos em 3D.

Mas o importante de toda essa história é que não basta uma simples limpeza desses acessórios de efeito 3D. O fato de serem compartilhados, especialmente nas salas de cinema, exige que passem por um processo de desinfecção cuidadoso, pois esses óculos podem funcionar como fômites, objetos de uso pessoal que podem carrear micróbios, facilitando a transmissão de algumas doenças como a conjuntivite, por exemplo. Dessa forma, um único caso que esteja começando uma conjuntivite infecciosa pode ser responsável por um grande surto.

Por fim, não existe ainda uma lei ou regulamentação da Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) que padronize uma técnica para desinfecção desse tipo de acessório, portanto, cabe aos clientes exigir que os administradores das salas de cinema tomem esse tipo de cuidado. Meu conselho, é freqüentar apenas as salas que entreguem os óculos no mínimo em embalagem lacrada. Não é garantia que a desinfecção foi adequada, mas demonstra pelo menos alguma preocupação e respeito com os clientes.

Thiago L. Mamede
CRM 5275445-5

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O Vírus Influenza, Seus Tipos e Subtipos


Mais uma primavera começando...

Além de nos trazer um clima mais agradável e uma paisagem  repleta de flores coloridas, a primavera acompanha uma expectativa de redução dos casos de gripe. 

Apesar do susto e da euforia das autoridades sanitárias, imprensa e população geral, não foi desta vez que uma pandemia de gripe devastou o planeta.

Se no próximo inverno haverá uma segunda onda avassaladora, não há como saber, pelo menos por enquanto. Mas os próximos da fila serão os países do hemisfério norte, que têm quase 3 meses para se prepararem para o próximo inverno. Enquanto isso, nós do continente sul americano, vamos reunindo as experiências e conhecimentos adquiridos com  nossos sucessos e fracassos no controle da gripe, que já fez com que muitas pessoas modificassem seus hábitos.

Apesar da gripe não ser mais o assunto do momento, muitos leitores do Blog enviaram dúvidas sobre o vírus Influenza, e pela quantidade de perguntas relacionadas aos tipos de vírus, decidi respondê-los em um novo post.

Até o momento, são conhecidos 3 tipos de vírus Influenza: A, B e C.

Os vírus do tipo C, geralmente não trazem nenhum problema quando infectam o homem. Sua infecção  pode nem apresentar sintomas, ou quando apresenta, são muito fracos e melhoram espontaneamente em poucos dias.

O vírus B é o mais comum, geralmente responsável pelas chamadas gripes sazonais, que ocorrem todos os anos (quase sempre no inverno). Dos vírus Influenza que circulam no ambiente, o tipo B costuma ser o de maior prevalência, salvo nos períodos das grandes epidemias. Este vírus (tipo B) é  raramente responsável por epidemias, e apesar de sua infecção freqüentemente representar quadros mais brandos de gripe, pode também evoluir com complicações, especialmente em alguns pacientes de maior risco (idosos, obesos, gestantes, diabéticos, pacientes com pneumopatias, fumantes, etc). Mas as maiores epidemias de gripe já relatadas na história foram relacionadas ao Influenza tipo A.

Os vírus do tipo A infectam freqüentemente aves, porcos e eqüinos, além de humanos; e são caracterizados por duas proteínas encontradas no revestimento deste vírus:

Hemaglutininas e Neuraminidases.

Estas proteínas participam do processo de ivasão das células do hospedeiro, sendo conhecidos, até o momento, 15 tipos de hemaglutinina e 9 de neuraminidase, relacionados ao Influenza tipo A.

Por consenso, foi decidido pelos virologistas que os subtipos do vírus Influenza A receberiam a nomenclatura referente ao tipo de hemaglutinina (H) e neuraminidase (N) presentes no seu revestimento (envelope viral). Sendo assim, o vírus A-H5N1, por exemplo, possui hemaglutinina (H) do tipo 5 e neuraminidase (N) do tipo 1.

Há evidências de que a passagem do vírus A por diversas espécies de vertebrados tenha como conseqüência grandes modificações na estrutura viral, que explicariam a dificuldade do sistema de defesa do hospedeiro (sistema imunológico) em reconhecer o vírus. Entretanto, não apenas as trocas dos tipos de hemaglutinina e neuraminidase estão envolvidas neste processo. A estrutura do vírus também é composta por outras proteínas, que podem sofrer alteração semelhante, dando origem às chamadas variantes de um determinado subtipo viral. Dessa forma, a variante de H1N1 que circula na epidemia atual, acaba sendo diferente daquele H1N1 que frequentemente causa surtos de gripe entre os porcos. Porém, as possibilidades mutação viral são extremamente numerosas, não havendo como conhecer todas as variantes possíveis de um H1N1, por exemplo.

CRM 52.75445-5

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Medidas Gerais Para Prevenção da Gripe

Gostaria de inicialmente agradecer por tantos comentários e elogios que recebi a respeito da matéria anterior sobre a Gripe A. E diante de tantos comentários, recebi por e-mail diversas dúvidas sobre as medidas de prevenção, e solicitações de que eu divulgasse as principais medidas.

Então, atendendo aos pedidos, estou postando abaixo tais medidas, que foram baseadas nas recomendações oficiais do Ministério da Saúde para profilaxia.

Entretanto, gostaria de ressaltar que o uso do antiviral Tamiflu (Oseltamivir) é indicado exclusivamente para tratamento, e não deve ser usado como método preventivo, pois além de não apresentar efeitos profiláticos, pode ser prejudicial à saúde, e ainda induzir o surgimento de vírus resistentes. Portanto, as medidas profiláticas a seguir não incluem o uso de medicamentos, e servem para diversas doenças transmissão respiratória, incluindo a gripe.


Medidas Gerais:

  • Higienizar as mãos com água e sabonete (ou álcool gel 70%) antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz, e após tossir, espirrar ou usar o banheiro;
  • Lavar as mãos após tocar em superfícies ou objetos potencialmente contaminados como dinheiro, por exemplo;
  • Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar, para evitar disseminação de aerossóis;
  • Manter os ambientes ventilados e bem arejados;
  • NÃO usar máscaras.

(Fonte: Ministério da Saúde – Protocolo de Manejo Clínico da Influenza - 05/08/09)


Thiago L. Mamede
CRM 5275445-5

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Gripe Suína (Influenza A-H1N1): Por que os Especialistas Estão Preocupados?

Acompanhar uma pandemia em tempo real tem sido uma novidade para mim e para as novas gerações, que nascidas a partir da década de 70, não presenciaram pandemias anteriores. E com a tecnologia do tráfego de informações que temos hoje, informações parciais e resultados preliminares chegaram ao conhecimento da população quase que instantaneamente. Progresso!

Entretanto, há um lado negativo. Como as informações são parciais e não podemos prever o futuro, a situação acaba causando ansiedade e pânico.

As autoridades sanitárias, vigilância epidemiológica e especialistas em doenças infecciosas têm anunciado na mídia por diversas vezes que não há motivo para pânico, mas é nítida a ansiedade demonstrada por estes profissionais, passando a impressão de que estão a esconder alguma informação. É como na Bolsa de Valores: quando algo acontece, os analistas de mercado ficam ansiosos e os investidores acabam entrando em pânico, o que provoca grandes oscilações na bolsa.

Mas afinal, qual o motivo da preocupação dos especialistas diante da nova pandemia?

Na verdade, há uma série de motivos que vão se modificando ao longo do tempo, conforme conhecemos melhor este novo vírus.

Há quem diga que toda esta história de pandemia seria apenas uma estratégia de marketing multimilionária para venda dos antigripais. Eu, particularmente, acredito que os laboratórios que investiram na fabricação de antigripais nunca precisariam de uma grande conspiração para lucrar com isso, pois uma pandemia de Influenza vem sendo prevista há décadas.

É fácil entender, se observarmos que as maiores pandemias do último século foram decorrentes de mutações do vírus Influenza. E como se sabe, o vírus da gripe tem grande facilidade em modificar suas estruturas através de mutações genéticas.

Felizmente, o vírus da gripe que geralmente circula todos os anos durante o inverno pertence a um grupo denominado “grupo B”. Este grupo geralmente sofre mutações muito pequenas e modifica muito pouco sua estrutura, de modo que nosso sistema imunológico (sistema de defesa do organismo) acaba encontrando alguma familiariedade com os vírus que já passaram pelo nosso corpo em invernos anteriores. Por este motivo, a chamada gripe sazonal (ou gripe comum) costuma apresentar sintomas mais brandos e tende a evoluir benignamente na maioria dos casos.

Mas quando os governos do México e EUA notificaram que haviam identificado casos de pneumonia grave possivelmente associada a uma nova variante do vírus Influenza A-H1N1, a Organização Mundial da Saúde imediatamente decretou estado de emergência para conter a circulação do vírus. E o fato correu pela imprensa por todo o mundo em uma velocidade tão impressionante, que quase foi pego pelo radar da Av.Brasil!

Naquele momento, o que perturbava os especialistas era o fato de tratar-se de um vírus do “grupo A” ainda desconhecido. Os vírus do “grupo A”, caracteristicamente, são capazes de sofrer mutações maiores com muito mais facilidade, a ponto do vírus novo ficar tão diferente do vírus original que quase não se pareça mais com ele, pelo menos ao sistema imunológico. E isto significa que se este novo vírus for muito agressivo, nosso organismo pode levar tempo demais para responder contra ele de maneira eficaz. Logo, sendo um vírus pouco conhecido, não sabíamos o quão agressivo ele era.

É perfeitamente plausível que o deconhecido provoque ansiedade, inclusive entre os especialistas. Mas como disse anteriormente, há algumas décadas vinhamos esperando por uma pandemia de Influenza, com estratégias de combate e planos de contensão já bem estabelecidos, e o “estado de emergência” declarado pela OMS era um aviso para que os países membros colocassem o plano em execução.

Entretanto, apesar de uma estratégia já montada, todos ficaram estarrecidos porque foram pegos de surpresa. Afinal, os primeiros casos apareceram no continente norte-americano, enquanto apostávamos que a próxima pandemia de gripe teria origem nos países asiáticos; não só pelas maiores concentrações populacionais do planeta, mas por terem participação importante em pandemias do século passado, além de já terem isolado o temido H5N1 (variante do Influenza A relacionada à gripe aviária) em seu território.

Obviamente não sabíamos com quê estávamos lidando quando tudo começou, mas hoje, vimos que a mortalidade relacionada ao novo H1N1 não tem sido muito diferente de nosso velho vírus sazonal.

Esta informação sobre mortalidade é bastante tranqüilizante, mas significa que o vírus pode estar circulando há muito mais tempo do que estimamos, já que os sintomas e evolução se parecem tanto com os do vírus sazonal.

A preocupação atual não é a mesma do começo da epidemia, mas a despeito das boas notícias em relação ao novo vírus, o desfecho desta pandemia é ainda desconhecido, e tudo que sabemos provém da experiência de pandemias anteriores.

Há uma grande chance de que este novo vírus torne-se apenas mais uma das milhares variantes vírus Influenza, contudo, o H1N1 é um vírus que também pode infectar suínos e aves, que podem servir como reservatórios não humanos, onde é possível que sofram novas mutações, gerando variantes mais agressivas. Na Gripe Espanhola de 1918, por exemplo, foi observado que houve supostamente um período de controle, e no chamado Pós-auge, houve reincidência da doença, com uma letalidade ainda maior.

Mas a Gripe Espanhola foi a pior das pandemias da História mundial, numa época em que a Medicina e Tecnologia eram ainda muito primitivas, os hábitos de higiene em geral não eram tão valorizados, e não havia qualquer experiência em controle de pandemias. Atualmente, temos de fato mais subsídios para controle.

Portanto, não é sensato que a população entre em pânico ou se preocupe com as hipóteses mais pessimistas em relação à pandemia, pois são apenas uma probabilidade dentre várias possibilidades de desfecho. Por outro lado, as autoridades de vigilância em saude e controle de doenças infecciosas têm o dever de estar sempre preocupadas e preparadas para a pior das hipóteses, pois a responsabilidade pelo controle da pandemia recai sobre eles.

Enquanto isso, faça você sua parte:
(1) não entre em pânico; (2) siga as orientações dos especialistas e do Ministério da Saúde; e principalmente, (3) use o bom senso.

Thiago L. Mamede
CRM 5275445-5

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Meu Primeiro Post: Seja Bem Vindo!



"O que escrever no primeiro post?"

Foi a frase ficou martelando minha cabeça por algumas horas. Não por falta de assunto, pois a riqueza de assuntos motivara-me a abrir este blog, mas pela particularidade de tratar-se de um primeiro post.

Mas então, o que postar? Estrear com minhas considerações polêmicas sobre um assunto atualmente badalado como a Gripe Suína (ou Influenza A H1N1)? Ou começo com uma matéria de utilidade pública para movimentar o blog logo no primeiro post? Hum...!

E por que não iniciar apenas com uma apresentação do blog?

Uma apresentação não seria algo polêmico, nem de utilidade pública e muito menos genial, mas é um tema especial e perfeitamente condizente com a ocasião: o primeiro post. Além disso, é uma atitude de respeito com os leitores que porventura venham a simpatizar com o blog.

Sendo assim, sejam bem vindos!

Este espaço foi aberto em julho/2009 com o objetivo de expor um pouco sobre o que fazem os Médicos Infectologistas; prestar informações aos leigos sobre algumas doenças infecto-contagiosas; expor minhas opiniões pessoais sobre determinados assuntos da mídia relacionados à medicina e doenças infecciosas; compartilhar novidades da Medicina com os colegas; e finalmente, divulgar um pouco de meu trabalho, cursos ministrados, etc.

Sendo assim, dedico este blog a meus pacientes, alunos, amigos e familiares; e espero que seu conteúdo venha a oferecer alguma utilidade, seja de maneira informativa, ou mesmo reflexiva, quando alguma opinião polêmica originar debate sobre algum assunto.

Mais uma vez: Sejam Bem Vindos!

Thiago L. Mamede